Festa
Junina da E.C. 803 – Arraiá Tudo Junto e Misturado
Porque
a diferença é um trem danado de bom!
Sem dúvida, a (s) Festa (s)
Junina(s) estão entre as maiores festas da cultura brasileira. Colocamos no
plural porque sabemos da diversidade de estilos e formas que esse grande evento
popular pode se configurar. As origens dessa festa, no Brasil, remontam às
festas de santos populares em Portugal e em várias partes da Europa Ocidental
desde a Idade Média. Os trajes caipiras fazem referência ao estilo campestre
dos habitantes das áreas rurais do Brasil, principalmente do Nordeste. Nessa
região, a Festa Junina assume uma proporção maior dentre outros eventos, devido
à forte tradição nessa região em agradecer a São João e São Pedro pelas chuvas
recebidas, comemorando com comidas típicas derivadas do milho, como canjica,
por exemplo.
Nesse contexto festivo, as
danças não poderiam ficar de fora. A tradicional quadrilha foi trazida da
França pelas elites brasileiras e portuguesas do século XVIII, seguindo
modismos da época. Várias adaptações foram introduzidas de acordo com as
peculiaridades culturais locais. No sudeste brasileiro, ainda persistem
tradições voltadas para a quadrilha, enquanto no nordeste, essas danças se
fundiram com o tradicional forró, típico dessa região.

Na Escola Classe 803 do
Recanto das Emas, a festa esse ano foi fantástica! O tema escolhido diz
respeito a uma confraternização das diferenças nesse evento. Com base nesse
conceito central, os trabalhos pedagógicos relativos à festa enfatizaram as
diferenças culturais do povo brasileiro. Os fogos de artifício já anunciavam
pela manhã que teríamos uma grande festança. O bazar “bombou” desde cedo e,
assim, as pessoas da comunidade puderam comprar produtos usados ou seminovos
por preços simbólicos. Tinha muita coisa de qualidade esse ano. Até
computadores completos foram vendidos a cem reais! Tinha também geladeira,
cama, climatizador de ar e milhares de roupas, sapatos, bijuterias e utilidades
domésticas. As comidas foram um grande
sucesso! A barraca dos bolos e doces juninos típicos não parou nem um minuto!
Tinha tapioca de sagu, beijinho, brigadeiro, paçoca, pé-de-moleque, pudim,
bolos de mandioca, cenoura, milho e chocolate, além das tradicionais uvas e
maçãs do amor. Na barraca do milho, tivemos milho assado e cozido, pamonha,
curau e pipoca. Outras variedades de comidas também foram servidas, como
cachorro-quente, pastel, churrasco com feijão tropeiro, mandioca e vinagrete e
tapiocas recheadas, além da tradicional galinhada, que não poderia faltar!
Os brinquedos da festa
fizeram a alegria das crianças e adultos. Tivemos videogames - como Playstation
e X-Box - a tradicional pescaria e brinquedos infláveis. Além desses, o touro
mecânico fez sucesso entre as pessoas, que faziam fila para ver quem o “domava”!
Poucos conseguiram ficar mais de três minutos no touro, que pulava
freneticamente!
Mesmo com tudo isso, as
danças foram o ponto alto da festa. O primeiro ano embalou a todos ao som de
Sandy e Júnior. O 2° ano incendiou a platéia com o Fogaréu. O 3° ano matutino
dançou “Esperando na janela”, de Gilberto Gil e o 3° ano vespertino dançou a
música “Galera de Cowboy”. O 4° ano apresentou o som do momento que não sai das
nossas cabeças: “Eu quero tchu, eu quero tcha...” e o 5° ano apresentou um
“Tudo junto e misturado!”, do Latino, que sacudiu mesmo a galera. E a quadrilha
profissional “Remelexo” se apresentou na escola, levantando muitas palmas da
platéia que assistiu.
Enfim, festa junina na
escola é muito mais que um evento que arrecada dinheiro ou de cunho pedagógico:
É um momento em que todos, juntos e misturados, mostram que a diferença é um
trem danado de bom!
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